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Onde se hospedar em Cartagena - Hotel 3 Banderas

18:00 0
Por Julie Ana Speedy

Em Cartagena, não tem muito o que inventar com relação à localização do hotel. Ficar hospedado no Centro Histórico é essencial para entrar no clima da cidade e aproveitar ainda mais a vida noturna. 

Ok, as ofertas de hotéis na cidade amuralhada - apesar de serem muitas! - são ligeiramente mais caras que fora do centro. Mas vale muito a pena! E ainda, ficando no Centro, os custos com táxi e deslocamentos diminui muito (imagina ter que pegar táxi todos os dias, até mais de uma vez por dia, para visitar os pontos turísticos e ir jantar?).  

Por isso, eu desconsiderei a ideia de ficar hospedada em Bocagrande (confesso que até cheguei a pensar num primeiro momento). 

Uma área que está crescendo para o turismo - o bairro de Getsemaní, nos arredores da cidade amuralhada - também tem muitas ofertas de hotéis, com preços mais em conta que dentro das muralhas e, dependendo do hotel, não tão distante do centro (dá pra ir caminhando). Mas o bairro não tem o mesmo charme e infraestrutura da cidade amuralhada. 

Depois de pesquisar muito e considerar os pós e contras, optamos por nos hospedar no Hotel 3 Banderas. E posso já adiantar que foi uma decisão acertada, pois o custo-benefício do hotel é ótimo!



Primeiro, a tão comentada localização: dentro da cidade amuralhada, pertinho da Praça de San Diego. Isso nos possibilitou ir a pé para todos os jantares/restaurantes e para praticamente todos os pontos turísticos (exceto o Castillo de San Felipe, que fica meio longe de tudo). 

Além disso, as instalações do hotel são bacaninhas - apesar de nada super moderno e luxuoso, pois o estilo é mais pousadinha e econômico. Mas tudo muito limpo e organizado, quarto espaçoso com cama de casal confortável, TV de LCD, banheiro com uma ducha m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a e água quente (item quase de luxo nos hotéis econômicos de Cartagena).

O ponto negativo do hotel é o café-da-manhã, "a la carte" (frutas + arepas + ovos mexidos), bem diferente do que nós brasileiros estamos acostumados. No bufê tem apenas café, leite, sucrilhos, pão de forma e manteiga. Eu confesso que levei até um susto quando acordei na primeira manhã para tomar café! Mas depois me acostumei, a comida é bem gostosinha e descobri que é costume nos hotéis de lá ter um café mais simples.

A rua do hotel
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Onde comer em Cartagena

20:17 0
Por Julie Ana Speedy

O turista em Cartagena vai logo perceber que a cidade é feita de uma grande mistura de cores, culturas, sabores, com uma pitadinha tropical. E na culinária não poderia ser diferente. A cozinha local é baseada em frutos de mar e utiliza vários ingredientes e temperos tropicais e caribenhos, como o coco, a banana e a mandioca (ou aipim/macaxeira). É uma profusão de sabores!

E para incrementar ainda mais a mistura, Cartagena também possui vários restaurantes internacionais, como destino turístico que se preze.

Enfim, o que não falta são boas opções para o turista! Abaixo uma sugestão de onde comer e beber na cidade:

Restaurante Juan Del Mar (San Diego)

Localizado em frente à Plaza de San Diego, é o restaurante que mais chama a atenção na praça, com suas mesas ao ar livre. Os pratos são baseados na culinária local e, como o próprio nome diz, o carro-chefe são os frutos do mar. Os preços são meio salgadinhos (foi o restaurante mais caro que estivemos na cidade), mas a comida é honesta, os pratos são muito bem servidos (quando dizem para 2, entenda para 4!) e o ambiente é incrível! Vale a pena, principalmente, pela banda de salsa com música ao vivo, às noites!

Paella para dois?!?



Café del Mar (Centro - muralhas)

O famosíssimo Café del Mar, nas muralhas de Cartagena, é um dos bares mais disputados da cidade (ao menos no horário do pôr-do-sol). Mas o bar vale a pena mesmo pela vista. O ponto forte de lá são os drinks e bebidas, mas os preços são super faturados!



El Bistro (Centro)

Esse restaurante francês, nos arredores da Praça Santo Domingo, é uma ótima opção para tapas (aqueles petiscos espanhóis). O horário de tapas é no final da tarde, mas conseguimos comer os petiscos à noite (ok, custou o dobro do preço, mas como é tudo tão baratinho sai muito mais em conta do que em vários restaurantes para jantar). 

O ponto negativo é a venda de drogas no local como eu comentei aqui. 

Café del Reloj (Centro)

Bistrô em frente à Torre del Reloj, é uma boa opção para um lanchinho. O restaurante, de culinária local, serve petiscos como arepas e empanadas. As entradinhas são apenas isso: entradas/petiscos (leia-se pratos pequenos), mas a apresentação é impecável, os pratos muito saborosos e o atendimento é ótimo!




Pizzarias na Praça Santo Domingo (Centro) 

Como já comentei em um post anterior, os arredores da praça santo domingo são o local mais animado de Cartagena à noite. Na praça mesmo, há várias pizzarias com mesas na rua, disputando clientes (me lembrou muito o ambiente de Trastevere, em Roma!). As pizzas são honestas e bem baratinhas (mas a limonada con coco foi a mais cara que eu tomei!).



Outras opções

- Os restaurantes baratinhos locais (como nossos "PF") são uma ótima opção gostosa e econômica! Por $11.000 pesos, em média (cerca de R$15), você come uma sopa de entrada (ok, é só o caldinho mesmo), um prato com uma carne/peixe/frango, arroz con coco, patacones e salada e um refresco!



- Até chegamos a ir no badaladíssimo El Santíssimo, mas não gostamos do ambiente (fica todo o mundo num "mesão" tipo de refeitório) e desistimos de jantar lá. 

- O Donde Fidel - a melhor casa de salsa de Cartagena - tem várias mesas espalhadas pela praça. Ótima opção para uma cerveja ou drink. 

- Ficamos com muita vontade de ir no La Perla, reconhecido como o melhor restaurante peruano da cidade (e um dos melhores em geral), mas a falta de apetite na última noite somado ao fato de que eu - grávida - não poderia me acabar nos ceviches, fizeram a gente deixar para uma outra oportunidade. 
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Roteiro de 3 dias em Cartagena

19:30 0
Apesar de Cartagena não ser daquelas cidades onde os "roteiros super prontos" são a fórmula "ideal", é bom ter algumas idéias de pontos interessantes de se conhecer na cidade. 

O centro histórico é super compacto e dá pra se ter uma ideia do local em apenas um dia. Ressaltando: apenas ideia, porque não dá pra conhecer uma cidade, sua cultura, etc., qualquer que seja seu tamanho em apenas alguns dias. 

A principal dica para o roteiro em Cartagena é: Explore! Caminhe, ande, descubra... A beleza de Cartagena está em cada prédio antigo, suas ruas, as carruagens passando... Esqueça essa história de querer ficar "batendo cartão" nos pontos turísticos, tipo, "tenho que ver todas as igrejas, monumentos, museus, e etc.". Foi o que fizemos e acho que deu super certo (no final das contas, acabamos "topando" com os locais mais interessantes mesmo). 

Ah, só tenha cuidado para não se afastar muito da cidade amuralhada e acabar andando por lugar estranho no meio da noite (de dia parece não ter muito problema). Comentei um pouco mais sobre dicas de segurança neste post aqui. 

DIA 1 - EXPLORAR O CENTRO HISTÓRICO

Caminhe pela cidade amuralhada. Os principais pontos do Centro são: 

- Torre del Reloj; 

- Igreja de San Pedro Cláver (e a Praça com as esculturas de ferro!); 

- Catedral; 

- Praça de San Diego e entorno;

- Igreja e Praça de Santo Domingo













- Vista do Hotel Monterrey em Getsemaní. Essa é uma SUPER DICA que descobrimos na nossa viagem por Cartagena, explorando as ruas (por isso falo que é bom explorar). Não vi essa dica em nenhum outro roteiro. O hotel Monterrey fica bem em frente à Torre del Reloj, do lado de fora da muralha. Lá em cima tem um café com uma vista incrível da Ciudad Amurallada. É só pedir na recepção pra subir.




Depois do almoço, quem ficar cansado de andar pode aproveitar os passeios de carruagem. Os pontos de partida são a Plaza de los Coches, ao lado da Torre del Reloj; e a Plaza de San Diego. As carruagens "funcionam" tanto de dia quanto de noite. Não esqueça de combinar o preço, mas, geralmente o custo é de $40.000 pesos pelo percurso curto (20 min), para até 4 pessoas.

No final da tarde não perca o pôr do sol visto das muralhas da cidade (sim, a muralha é bem larga, dá pra subir e andar por cima). Há a opção de ficar só assistindo de um ponto qualquer ou, então, ir até o Café del Mar, um barzinho em cima da muralha. Os preços são super inflacionados, mas vale a pena. O legal é chegar por volta de 16 - 16h30 pra conseguir pegar uma mesa bem localizada.




Para o jantar, sugiro os arredores da Plaza Santo Domingo. Acho que é a área noturna mais "viva" da cidade. E são várias opções de restaurantes! Na pracinha mesmo, tem muitas pizzarias (os atendentes quase saem no tapa por clientes), mas nas ruas ao redor tem vários restaurantes de comidas típicas, cozinha internacional e alguns super badaladinhos, como o peruano La Perla. 

DIA 2 - CONHECENDO A HISTÓRIA!

Quem está programando uma viagem para Cartagena tem que colocar uma coisa na cabeça: Essa não é uma cidade de praia! Apesar de estar no litoral, banhada pelo mar do Caribe (e ser "vendida" como destino caribenho de praia), as praias centrais de Cartagena não são boas para banho!!! Ok, não são horríveis, mas também não são aquele mar azul ou verde-Caribe, praias de areia branca, nem nada.

Então, o bom mesmo de se fazer em Cartagena é explorar as ruas da cidade e conhecer um pouco mais da sua história (que é riquíssima) através dos museus. 

Para começar o dia, vá ao pequenino Museu do Ouro da cidade (a maioria das principais cidades colombianas tem um). Além das peças em exposição, o objetivo é entender um pouco da cultura dos povos nativos e a história pré-colonização.


Em seguida, visite o Museu Naval, para conhecer um pouco mais, não apenas da história marítima, mas de toda a história de Cartagena (intimamente ligada ao comércio e navegações), que foi o principal porto na América Latina e uma das principais cidades da América Espanhola. Alvo constante de ataque de piratas, a cidade passou por muitos altos e baixos, destruições, reforços na segurança (daí a construção da muralha, dos fortes e outras obras). Apenas um comentário: o museu é ótimo (pelo menos pra quem tem paciência e gosta de ler), mas é todo em espanhol. Dá pra entender, há vídeos e maquetes, mas caso se sinta muito desconfortável com a língua, é melhor reconsiderar a visita.



E o famoso Castillo San Felipe de Barajas? Bem, apesar de ser uma importante parte da história da cidade, o Castelo (que é na verdade um forte) é bem decepcionante. E o valor do ingresso é bem absurdo para o que a atração oferece.



Outro museu conhecido da cidade é o Museu da Inquisição, na mesma praça do Museu do Ouro. Este nós escolhemos não visitar, dado as péssimas revisões que lemos a respeito (diga-se de passagem, muitas diziam que o museu era bem fake). E o valor do ingresso é o mais caro dessa lista!

Observação: A qualidade dos museus, de um modo geral, está bem aquém da riquíssima história cultural de Cartagena. Em termos de instalações, manutenção, etc., eles deixam bem a desejar. Mas, mesmo assim, acho que vale muito a pena pra quem se interessa em conhecer um pouco mais a fundo os lugares onde visita, e não apenas em tirar "selfies" em frente a atrações, praias, etc...

Depois desse dia bem cultural, aproveite a noite de Cartagena caindo na salsa no Bar Donde Fidel, ao lado da Torre del Reloj. O lugar é simples, mas bem autêntico e local. Ah, como tudo que é bom, tem também um lado (bem) negativo: muitas prostitutas aguardando por clientes!

DIA 3 - AH, O CARIBE... ESCOLHA SUA ILHA!


Ah, tá, Cartagena pode não ter praias bonitas, mas se você está morrendo de vontade de ir à praia e essa é a sua única oportunidade de conhecer o Caribe, ainda há uma solução! E ela atende pelo nome de Arquipélago do Rosário! O arquipélago é o principal "day trip" de Cartagena, a cerca de 1 hora de lancha rápida da cidade.

Como a maioria das ilhas do arquipélago são particulares (leia-se resorts), para ir até lá é necessário agendar o passeio com uma agência (o próprio hotel/pousada deve oferecer). Eles te buscam e deixam no hotel.

Os passeios geralmente duram 6 horas (09hs-15hs) e o preço médio é de $120.000 pesos por pessoa (algo em torno de R$140). As principais ilhas são: Isla del Pirata, Isla del Encanto, Isla del Sol. 
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Cartagena - Algumas dicas essenciais

21:51 0
Cartagena é a 5ª maior cidade da Colômbia e seu principal destino turístico. 

Após a significativa melhora na segurança, é visível que o país vem atraindo cada vez mais turistas, que, entre outros destinos, escolhem Cartagena para experimentar um pouco mais da cultura colombiana, sua riquíssima história, e - por que não - aproveitar um pouco do mar do Caribe que banha parte do país!

Afinal, como diz o slogan, "Colômbia, o único risco é você querer ficar!"

Então, para quem tem curiosidade de conhecer Cartagena (recomendo muito!) ou já está planejando uma viagem à cidade, seguem algumas dicas essenciais: 


COMO CHEGAR

Não há vôos diretos do Brasil para Cartagena. A Avianca voa para Cartagena com conexão em Bogotá e a Copa Airlines também oferece vôos, com conexão na Cidade do Panamá, conhecida como o "hub das Américas". 

Voamos para Cartagena com a Copa e foi uma ótima experiência. Sem contar o "plus" de ter algum tempinho de conexão em Panamá para algumas compras. 

Apenas para referência, fomos em abril/2014 (no feriadão da Páscoa/Tiradentes!) e pagamos pouco menos de R$800,00 por pessoa (já com as taxas) no vôo saindo do Rio de Janeiro. A passagem promocional foi comprada com quase 6 meses de antecedência. 


Aeroporto de Cartagena
CIRCULANDO NA CIDADE


  • Do aeroporto para o Hotel - Táxi! Os táxis de Cartagena não tem taxímetro, mas os valores são fixos por distância percorrida (entre bairros) e, geralmente, há uma tabela nos principais pontos de chegada dos turistas (aeroporto, terminal de cruzeiros...). Pagamos $12.000 pesos colombianos pela corrida do aeroporto até o bairro de San Diego. Espere pagar $15.000 pesos para o Centro e $20.000 para Bocagrande. ($1000 pesos ~ R$1,15 reais. Valores de abril/maio de 2014.) 

  • No Centro Histórico - A "cidade amuralhada" de Cartagena é relativamente compacta. Dá pra fazer tudo no centrinho a pé. Algumas atrações - como o Castillo San Felipe de Barajas - ficam um pouco mais distantes, mas nada que um táxi baratinho resolva! A corrida do Centro Histórico para o Castillo fica em $6.000 pesos colombianos. 


CÂMBIO

Não achamos muito fácil encontrar casas de câmbio no Rio de Janeiro que tivessem pesos colombianos para vender, e quando encontramos a taxa de conversão era bem desfavorável... Praticamente metade da taxa oficial! (mas confesso que não procuramos muito). 

A taxa de câmbio oficial em abril/maio de 2014 girava em torno de R$1,00 ~ $870 pesos colombianos. 

Fizemos a troca de alguns reais em uma casa de câmbio no centro histórico de Cartagena e pagamos R$1,00 ~ $730 pesos. 

CLIMA - QUANDO IR

Pela sua localização bem próxima à linha do Equador, Cartagena não possui estações do ano "convencionais". As estações se dividem entre seca/verão (de dezembro a março) e chuvosa/inverno (de abril a novembro). 

As temperaturas são sempre altas, durante todo o dia (oscilando entre 25ºC - 35ºC) e o clima sempre abafado, não importa a época do ano. 

Fomos no finalzinho de abril e não pegamos nenhum dia de chuva nos 8 dias que estivemos na Colômbia! Entretanto, os moradores (taxistas, funcionários do hotel, etc.) sempre comentavam que era uma situação bastante atípica, pois, segundo eles, costuma começar a chover em meados de abril... Inclusive, naqueles dias, o país estava passando por um racionamento de água...



 CUSTO-BENEFÍCIO

Não espere "pechinchas" e preços super baratos na Colômbia. Na verdade, os preços são bem parecidos com o dos grandes centros do Brasil, como Rio e São Paulo. Os únicos itens mais "em conta", na minha opinião, eram os táxis e os hotéis (se comparados aos preços astronômicos das diárias do Rio de Janeiro. Mas, em média, as diárias eram bem salgadinhas, no mínimo R$250 por quarto duplo). Demais itens, como compras, alimentação, entradas... Espere os mesmos preços do Brasil. 

- Diária no Centro Histórico - R$250,00 (por um hotel razoavelmente econômico); 

- Jantar para duas pessoas -  R$80,00 - R$120,00 (em média); 

- Almoço econômico (Menú del Día), para duas pessoas - R$30,00 (em média)


ALIMENTAÇÃO

O ponto forte da culinária de Cartagena são os peixes e frutos-do-mar. A culinária típica tem como pratos principais, além do pescado, o arroz con coco, patacones (banana verde, aberta e frita) e arepas (um bolinho feito de massa de milho moído, e frito).

As bebidas típicas são as variações de limonada: cerezada (batida com cerejas em conserva) e de coco (batida com coco ou leite de coco). As cervejas locais são a Club Colombia (lembra muito nossa Skol) e a Aguila (mais baratinha). 

Caso não goste da culinária local, sem problemas! Por ser uma cidade super turística, as opções de restaurantes internacionais são muitas... Tem desde pizza até carnes argentinas, restaurante peruano...





SEGURANÇA

Em geral, achei a Colômbia muito parecida com o Brasil (estivemos em Santa Marta e Cartagena). As pessoas, a atmosfera, a receptividade, os preços... E mais um item de similaridades na lista é... a segurança! 

É verdade que o país parece ter melhorado muito nesse quesito de uns anos pra cá, principalmente com o "fim" do narcotráfico e da guerrilha. Aliás, o Centro Histórico de Cartagena nos pareceu um lugar bem seguro. Em nenhum momento nos sentimos com medo de andar nas ruas, até mesmo à noite. Não havia mendigos, não vi assaltos ou "algo suspeito". 

Entretanto, é só sair da cidade amuralhada para ver a diferença... Na última noite na cidade, fomos "explorar" um pouco mais a área e acabamos nos afastando um pouco do centrinho, em direção à Getsemaní. Pronto. Foi coisa só de 1 ou 2 quarteirões para sentir uma grande diferença! Nada de turistas, alguns mendigos, botequinhos "pé-sujo" e gente mal encarada na rua. Então, é o seguinte. Dentro do centro histórico, pode relaxar mais. Se sair, todo cuidado é pouco!

Além disso, observamos outros probleminhas bem parecidos com o do Brasil! 

Ao redor dos bares perto da Torre del Reloj era impossível não notar a presença de prostitutas esperando por clientes...

E, em um bar, perto de outra grande área turística da cidade - a Plaza de San Domingo, um sujeito - que era funcionário do bar! - nos ofereceu drogas!!!! Ele se aproximou da gente e só falou "I´m from Jamaica. I´m the party man!" (Sou da Jamaica, sou o homem da diversão. Pra bom entendedor, meia palavra basta!). O meu marido riu e negou, apontando para a minha barriguinha de grávida... O sujeito pediu desculpas e disse que não tinha percebido... Mas durante o tempo que estivemos lá, deu pra ver ele oferecendo para mais alguns outros jovens, inclusive chegou a conseguir vender para um grupo de estrangeiros...

Noite no Centro Histórico. Super seguro dentro da muralha
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Cruzeiro: Dicas práticas para marinheiros de primeira viagem!

20:43 0
Por Julie Ana Speedy

No último mês de abril fiz pela primeira vez na vida um cruzeiro! Acho que como algumas outras pessoas, sempre tive aquela visão que cruzeiro era uma viagem chata, corrida, sem graça e só para “velhinhos”. Mas o tempo (e a experiência) provou que eu estava completamente enganada!
A decisão de fazer o cruzeiro foi baseada em vários motivos... Primeiro, li em uma revista de viagens (sou fã dessas revistas...) uma reportagem sobre cruzeiros e achei interessante, fui mudando o meu ponto de vista...
Depois, vi num site de promoções de passagens aéreas uma oferta para Cartagena, na Colômbia (R$700,00 ida e volta por pessoa, do Rio), cidade que eu e o meu marido tínhamos vontade de conhecer. Como o cruzeiro que eu tinha visto na reportagem saía dessa cidade e estava com um ótimo preço... Pronto! Fechamos a viagem!



COMO RESERVAR
A reserva do cruzeiro pode ser feita pelo próprio site da companhia, site de viagens (tipo decolar.com, etc.) ou agências de viagem.
No meu caso, primeiro tinha pensado em fazer pelo site da própria companhia (Pullmantur). Mas, como adoro pesquisar, procurei em outros sites e agências de viagem para comparar os preços. Não foi muito fácil encontrar o roteiro que a gente queria, mas acabei achando e fazendo a reserva pelo site da Logitravel, que era o preço mais em conta.
No início fiquei até com medo, nunca tinha feito reserva de viagem por intermediários, nem mesmo agência, e também tinha lido várias críticas negativas ao site. Mas no final deu tudo certo.

ESCOLHENDO A CABINE
Todos os navios oferecem várias opções de acomodação, na maioria dos casos cabine interna (sem janelas), cabine externa (com janelas) e cabine com varanda ou algo mais luxuoso. A escolha depende basicamente de quanto se está disposto a pagar...
Pessoalmente, não fiz muita questão de cabine externa, até porque, na maioria dos casos, é só mais pra constar mesmo, porque elas são muuuuuito pequenas. Tão pequenas que acho que não vale a pena pagar a mais por uma.
Para quem realmente faz questão de janelas ou é super claustrofóbico, a melhor opção mesmo são as cabines com varandinha, ou externa superior, que costumam ter janelas maiores.
Outro ponto para levar em consideração na escolha da cabine é olhar o layout (planta) do navio. Bom pra tentar “fugir” das cabines lá no final do corredor, ou daquelas muito próximas de áreas comuns, onde o movimento de pessoas e o barulho são maiores.

DOCUMENTAÇÃO
Para cruzeiros nacionais, só o RG. Para cruzeiros internacionais, passaporte com validade mínima de 6 meses, visto (caso necessário) e o voucher da reserva. O voucher é importantíssimo, sem ele não é autorizada a entrada no porto!
Além disso, é importante verificar documentos para alguns casos mais específicos. No meu caso, que estava gestante, tive que levar só por precaução um atestado médico autorizando a viagem. Isso porque as companhias só aceitam o embarque de gestantes até as 24 semanas de gestação, já que os navios não contam com atendimento a um possível parto de emergência!
Não chegaram a me pedir o atestado (estava de 16 semanas e a barriga quase não aparecia!), mas vi outra gestante embarcando (com a barriguinha bem maior) que teve que mostrar o atestado médico...

Gestante no cruzeiro
EMBARCANDO
Leve toda a documentação necessária para o embarque. Como disse antes, é importante não esquecer o voucher da compra pra acessar o porto!
Programe-se para chegar entre 2 a 5 horas antes do horário previsto para a saída do navio. Quem chega muito em cima da hora, com menos de 2 horas de antecedência, corre o risco de não conseguir embarcar (navio não espera por ninguém!). Porém chegar muito antes também é ruim... Caso o check-in ainda não esteja aberto, além da confusão das pessoas que estão desembarcando, ainda tem o tempo de espera...
Tenho que confessar que cheguei super cedo, bem antes do horário previsto do navio sair. A saída estava marcada para 22hs e chegamos antes das 15hs (erro de marinheiro de primeira viagem!). Conclusão? Tivemos que esperar quase duas horas em pé na fila até o check-in abrir...
Após nos apresentarmos no check-in, a companhia nos disponibilizou umas etiquetas pra gente preencher e identificar as malas a serem despachadas, além de um documento para autorização do débito das despesas no navio (explico mais logo abaixo).
A partir daí, o processo segue o fluxo “normal”, como de um aeroporto. Despachamos as malas (já etiquetadas), passamos pelo raio-x, depois pela imigração para carimbar o passaporte, e... Embarcamos!
Ah, as malas despachadas são deixadas na porta da cabine cerca de 1 hora depois do navio deixar o porto. Portanto, é importante não se esquecer de levar uma muda de roupa na bagagem de mão.

COMO FUNCIONA O PAGAMENTO A BORDO
Ok, a maioria dos navios funciona com sistema all-inclusive (ou seja, comidas e bebidas liberadas!). Mas a gente sempre acaba gastando com alguma coisa a bordo. Sejam excursões, compras na loja duty-free do navio, jogos no cassino... E aí, como funciona o pagamento?
Como mencionei anteriormente, no momento do check-in os passageiros preenchem uma autorização para “abertura de conta para despesas”. Nessa hora, escolhe-se qual a forma de pagamento: dinheiro ou cartão de crédito. Para dinheiro, na hora do embarque, o passageiro tem que fazer um depósito de US$200,00 para cobrir as despesas. Para cartão de crédito, o passageiro deve fornecer os dados do cartão e também fazer um “depósito caução” (no cartão) de US$200,00.
O passageiro então recebe um cartão de identificação do navio, que é utilizado para as compras a bordo, serve como chave da porta da cabine e é o documento necessário para embarque e desembarque nas paradas.
No navio, cada compra é “realizada” com a apresentação do cartão e a assinatura do passageiro. Na noite anterior ao desembarque, a conta do passageiro é fechada e deixada debaixo da porta do quarto durante a madrugada para conferência. Quem optou pelo cartão de crédito, não tem nada a fazer. O valor da conta é debitado automaticamente do cartão, e o caução é cancelado. Os que optaram por pagamento em dinheiro tem que ir à recepção para fechar a conta, receber troco ou quitar saldo.
Optamos por pagamento em cartão de crédito e achei bem tranquilo, sem burocracia e a conta veio certinha.

ENTRETENIMENTO A BORDO
Quem acha que navio é monótono está totalmente enganado! São tantas, mas tantas opções de entretenimento! Adorei as opções do navio da Pullmantur (e olha que a empresa  nem é considerada a melhor nesse quesito...).
Tinham várias atividades gratuitas: piscina – adulto e infantil, hidromassagem, vários bares, shows à noite, academia, boate, além de noites temáticas (tropical com festa na piscina, jantar de gala com o comandante, festa do pirata, etc.).
Também tinham atividades pagas a parte: cassino, duty free shop, spa e salão de beleza.


Entretenimento no navio: piscina e show
ALIMENTAÇÃO
Os cruzeiros da Pullmantur são conhecidos por ser totalmente all inclusive (comidas e bebidas, até as alcoólicas liberadas. Muitas opções!). Mas a maioria dos cruzeiros somente inclui alimentação, a bebida é paga a parte. Conversamos com um casal que tinha feito anteriormente um cruzeiro da Royal Caribbean, e eles comentaram que pagaram US$300 por pessoa pelo pacote que incluía todas as bebidas.
Mas enfim, é muita variedade de comidas e bebidas (apesar de ter achado o almoço e café da manhã meio repetitivo, mas tem opções pra todos os gostos)! A qualidade também é ótima!
O almoço, café da manhã e lanche da tarde são buffet. Já o jantar é mais “chic”, em restaurante a la carte, com várias opções. Mas ainda tem a opção de pizza durante a noite, no restaurante do buffet.
A única parte “ruim” dessa comilança toda é tomar cuidado para não engordar (muito), porque tem comida praticamente o tempo todo no navio, somente entre 1h e 6h da manhã que não tem nada...  A gente come muuuuuuito!!!



COMO FUNCIONAM AS PARADAS
Uma das minhas maiores preocupações durante o cruzeiro eram as paradas! Fiquei com medo de ser muito demorado pra sair e acabar perdendo um tempo precioso nos lugares. Mas muito pelo contrário! Foi tudo super bem organizado!
Sempre cerca de uns 5 – 10 minutos depois do navio atracar, era anunciado no sistema de som que o desembarque dos passageiros estava autorizado... Aí a gente ia direto lá pra baixo e saía, sem filas, confusão ou problema nenhum! Ah, e nas paradas só precisávamos do cartão do cruzeiro, não precisava do passaporte porque não tinha que passar por imigração.
Em duas paradas – Aruba e Curaçao – não fizemos nenhuma excursão, saímos por conta própria. Os portos ficavam bem no centrinho histórico das capitais (Willemstad e Oranjestad), a uns 5 minutos de caminhada, e as praias estavam a uma curta distância de ônibus/táxi (mais detalhes nos próximos posts).
Já no Panamá resolvemos fazer a excursão do navio, pois valia a pena financeiramente. O porto fica na cidade de Colón, e queríamos visitar o Canal do Panamá, logo ao lado, mas também fazer compras na Cidade do Panamá, que é bem longe do porto – a mais de 1 hora. A excursão foi bem organizada, grupos pequenos e pontual. Mas levamos uns 15-20 minutos pra sair do navio com os grupos de excursão. E quem não estava em excursões e queria sair do navio teve que aguardar um pouco nessa hora.
Em La Guaíra (Venezuela) decidimos não descer do navio.  Desembarcar ou não nas paradas é uma escolha do passageiro. E fazer ou não as excursões também!


Vendo o navio atracado, no porto de Aruba



No Porto de La Guaira (Venezuela) - não desembarcamos
FINALIZANDO O CRUZEIRO
Para fazer o “check-out” do cruzeiro é só encerrar a conta, conforme expliquei acima, etiquetar as malas a serem despachadas e deixar na porta da cabine na noite anterior ao desembarque.
As etiquetas são disponibilizadas aos passageiros na noite anterior ao desembarque, e são divididas por cores. O desembarque é feito seguindo a cor que foi dada aos passageiros (cada andar do navio recebe uma cor diferente).
Ah, novamente, tem que lembrar de deixar uma muda de roupa na bagagem de mão!
Ao desembarcar do navio, é só passar pela imigração e retirar a bagagem. Tudo rápido e tranquilo.


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