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Santa Marta - Algumas Dicas Essenciais

22:30 0

COMO CHEGAR

A cidade de Santa Marta possui um pequeno aeroporto internacional – o Aeroporto Internacional Simón Bolívar – localizado a uns 20km do centro da cidade.

Entretanto, a maioria dos viajantes que vão a Santa Marta vêm de outras cidades na Colômbia, principalmente de Cartagena.

Nesse caso, a partir de Cartagena, a melhor opção é contratar um transfer porta-a-porta para Santa Marta. Contratamos esse transfer diretamente no nosso hotel em Cartagena, com a Marsol. São vans confortáveis, com ar condicionado. Pagamos $42.000 pesos colombianos por pessoa, cada trecho (cerca de R$50,00). O ponto negativo é a longa viagem, que pode durar até 5 horas! Tudo porque a van passa por Barranquilla e, de Cartagena para Santa Marta, ainda passa na “garagem” antes de sair da cidade.


HOSPEDAGEM

Já falei sobre a hospedagem neste post aqui.


CIRCULANDO NA CIDADE

A melhor forma de circular pela cidade são os táxis! Em Santa Marta não existe taxímetro, e os táxis cobram um valor fixo para a corrida – para qualquer lugar dentro da cidade!!! $5000 pesos nos finais de semana e $4500 pesos colombianos durante a semana. Ou seja, cerca de R$6,00!!! Muito barato não é? Ah, mas só vale para os locais dentro do centro urbano da cidade. O aeroporto, por exemplo, já está fora.


PASSEIOS

A cidade de Santa Marta em si não tem muita coisa interessante para ver. O grande destaque fica por conta da Quinta de San Pedro Alejandrino, um bonito sítio-museu onde Simón Bolívar passou os últimos dias de vida. Lá, o visitante pode ver a casa em que ele morou, e mais especificamente o quarto onde faleceu, tudo exatamente como naquela época. Além disso, ainda tem um memorial em sua homenagem. Meio fúnebre, não é? O interessante mesmo do local são as iguanas (dezenas delas!), que circulam livremente entre os turistas.

No final do passeio, vale a pena passear pelo shopping que fica em frente à Quinta.

Além disso, o centrinho histórico tem algumas praças, a Catedral e a (poluidíssima) praia.

Enfim, o principal em Santa Marta mesmo são as “day-trips”: O Parque Tayrona, Taganga, e a Sierra Nevada (Minca).







CUSTO-BENEFÍCIO

Se engana quem vai para a Colômbia achando que tudo é super em conta (como eu já comentei neste post aqui). Mas Santa Marta ainda é levemente mais barata que a super turística Cartagena.


SEGURANÇA

Apesar de não termos tido nenhum problema, andar nas ruas de Santa Marta passa bem menos segurança que em Cartagena. Pois, verdade seja dita: a cidade é meio “feinha”, suja, mal cuidada e tem um comércio super “popular” de rua, logo ao lado do centro histórico, que faria até o Saara no RJ se sentir um moderno shopping center.


ONDE COMER

Ao contrário de Cartagena, a cidade de Santa Marta deixa muito a desejar no quesito gastronômico. Até porque as opções são muito, muito poucas. A maioria dos restaurantes fica ao redor da Plaza de los Novios, com destaque para o “El Bistro”, restaurante francês super charmoso, com ótimos  pratos, em especial os steaks (no ponto à perfeição!) happy hour de mojito (leve 2 pague 1) das 16hs até às 20hs!

Ah, para quem está na cidade no domingo, vale um ponto de atenção: a maioria dos restaurantes fecha aos domingos, tanto no horário do almoço quanto no horário do jantar!











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Hospedagem em Santa Marta: Hotel Casa del Farol

12:14 0
Por Julie Ana Speedy

Assim que comecei a pesquisar os preços de hospedagem em Santa Marta, percebi logo de cara que seria muito mais fácil encontrar um hotel ótimo por um preço bem menor do que em Cartagena. 

São várias opções de hotéis-boutique na cidade, todos com preços e localização bem parecida (no centrinho). 

Acabamos escolhendo o Hotel Casa del Farol, da rede Xarm Hotéis (eles também têm na cidade o Casa Etnia, La Casa del Árbol e o La Casa del Água). Agora, a minha opinião sobre o hotel: 

LOCALIZAÇÃO

O centrinho histórico de Cartagena é bem pequeno, e, como comentei, a maioria dos hotéis está localizada mais ou menos na mesma área, próximo à Plaza de los Novios (onde estão também a maioria dos restaurantes). Insanidade querer se hospedar em algum lugar fora do centrinho.


CAFÉ DA MANHÃ

Como em Cartagena, o café da manhã não é buffet, e sim a la carte (bem diferente ao que estamos acostumados aqui no Brasil). Mas, pelo menos, o Hotel Casa del Farol oferece a possibilidade do hóspede escolher entre cinco tipos de café da manhã diferentes: tailandês (salada de frutas com iogurte), norueguês (granola com iogurte), inglês (english breakfast tradicional, com bacon, ovo frito e mushrooms), francês (omelete) e espanhol (ovo frito com linguiça). Todos vem acompanhados de torrada, pão de leite, manteiga e geléia, além de café ou chocolate e suco. Dá pra forrar bem o estômago!


ATENDIMENTO

Todos os funcionários são super atenciosos e prestativos, apesar de apenas uma recepcionista, que atende na parte da manhã, falar inglês. Na nossa primeira manhã, os donos do hotel (um casal de espanhóis) se apresentaram, deram boas-vindas e algumas dicas sobre a cidade. E na noite que chegamos, o recepcionista nos ofereceu uma bebida típica da região e, como de praxe, entregou um mapa da cidade e deu informações sobre restaurantes próximos. 

Apesar de todos serem super educados, é tudo muito formal. Sabe quando falta empatia, identidade? 

QUARTOS/COMODIDADES

Apesar das instalações serem novas e modernas (e tudo muito bem limpo!), acho que é nesse ponto que o hotel peca mais. 

Pra começar, o chuveiro só pode ser pra anão. O meu marido, que é alto, ok, mas nada super fora dos padrões (1,90m), sofreu! 

Também, a piscina que é tão anunciada, serve só de enfeite. É um quadradinho de 1m x 1m, no cantinho da área onde o pessoal toma café. Sem cadeiras, espreguiçadeiras, sem uma área de piscina propriamente dita. Nos 4 dias que ficamos hospedados lá não vi ninguém usando a piscina ( e eu também nem me atrevi a pensar em entrar). 

Por fim, a foto “cartão de visitas” do hotel – um lindo terraço com mesas e bonita vista da cidade... Esquece! O hotel já não é mais assim. Agora, no terraço, foi construído um quarto (aliás, foi o quarto onde ficamos), e aí... matou o terraço. Meio injusto continuar anunciando o hotel com uma foto que não é recente, e pior, que não representa mais a realidade do lugar...


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Minca: Refúgio rústico na Sierra Nevada

21:25 0

Por Julie Ana Speedy

É bem verdade que 99,9% dos turistas que visitam/se hospedam em Santa Marta tem um objetivo em mente: conhecer o Parque Tayrona (já falei desse lugar incrível neste post). 

Porém, nos arredores da cidade ainda tem outros passeios interessantes, em particular a Sierra Nevada de Santa Marta, maior cadeia montanhosa à beira mar do mundo. A Sierra alcança mais de 5700 metros de altitude, a apenas 42km do mar. Na Sierra, os passeios mais tradicionais são a Cidade Perdida, que é uma trilha de 5 dias, ou Minca, um "bate-e-volta" a partir de Santa Marta. 

Particularmente, eu não tinha nem ouvido falar em Minca, apesar de ter pesquisado muito antes da viagem. Eu estava incluída naquela maioria esmagadora de turistas que só pensavam em Santa Marta como acesso para o Tayrona e Taganga

Mas quando perguntamos no hotel sobre passeios na região, e eles nos indicaram Minca (além do Tayrona, é claro), achei que seria uma ótima oportunidade para ir a um local tranquilo, mais fresquinho, e dar um "break" no dia-a-dia de praia e piscina que a gente estava tendo desde o início da viagem (chegamos em Santa Marta depois de um cruzeiro no Caribe). Pela descrição, eu imaginava o local como a região de Nova Friburgo, na Serra do Rio de Janeiro. 

Mas eu estava completamente enganada! Foi um choque quando chegamos na "cidade" (se é que podemos chamá-la de cidade...).





COMO CHEGAR

Primeiro, para economizar, resolvemos combinar um preço com um taxista na rua em vez de contratar o taxista do hotel. Então, pagamos $30.000 pesos para o taxista nos levar até Minca, a uns 45 minutos de Santa Marta. Ele nos deixou e... foi embora, claro. 

Quando descemos e olhamos ao redor, ficamos super assustados com a situação! A cidadezinha não passava de duas ruas de terra, com uma igrejinha, dois ou três bares/restaurantes e um hotel. Sério. E o pior! Não vimos nenhum táxi/ônibus/van que pudesse nos levar de volta para à "civilização". Na hora bateu um desespero!!! 

Mas, depois de respirar fundo e nos acalmar, vimos um quiosque de informações turísticas, onde o atendente nos disse que havia "táxis coletivos" saindo de hora em hora de volta para Santa Marta, além de ter dado um folder com informações e passeios.

O QUE FAZER

Achamos em frente à igrejinha um pequeno restaurante para almoçar e, logo ao lado, uma agência de viagens onde fechamos um passeio para a Finca Victoria (fazenda de café) e a cachoeira Pozo Azul, por $50.000 para duas pessoas.

Fomos em um jipe e o guia-motorista era super gente boa, do local mesmo. Ele nos informou que Minca estava começando a entrar no circuito turístico, por causa do grande número de mochileiros em Santa Marta e Taganga, mas que era um destino super novo (coisa de 3 ou 4 anos). 

Primeiro, fomos à fazenda, a maior da região, onde aprendemos um pouco sobre o processo de fabricação de café, além de degustar um pouco da bebida. Eu também servi de "intérprete espanhol-inglês", pois a guia da fazenda só falava espanhol e os turistas só falavam inglês! O tour custou $5.000 pesos e durou cerca de 1 hora. 

Depois, o guia nos levou à cachoeira Pozo Azul (entrada gratuita!), onde aproveitamos para nadar e descansar um pouquinho.








VALE A PENA? 

Na nossa opinião, com certeza!!! Valeu muito a pena! Primeiro, para ver alguma coisa "diferente" de praia, praia e mais praia. Depois, foi ótimo reviver os tempos de "mochileiros". O lugar era lindo, as pessoas vivendo de uma forma tão simples... Ver essa realidade nos fez dar ainda mais valor à oportunidade que temos de viajar e conhecer outras culturas, além das nossas vidas e tudo o que construímos. Muito bom sair um pouco da zona de conforto!








VOLTANDO PARA SANTA MARTA

O guia se ofereceu para nos levar de volta à Santa Marta, por $25.000 pesos. Ótimo negócio, já que com o táxi coletivo pagaríamos esse preço para ir espremidos com outras 2 pessoas (além do tempo de espera para o táxi encher).
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Taganga: A vila de pescadores mais agitada da Colômbia

18:57 0
Por Julie Ana Speedy

A pequena Taganga não passava de uma pacata vila de pescadores há uns anos atrás. Porém, com o crescimento do turismo na região, a partir dos anos 90 a vila foi "descoberta" por hippies e mochileiros em busca do paraíso de tranquilidade e natureza exuberante . Daí, pronto! A cidade viveu uma verdadeira invasão e hoje é um dos destinos mais procurados da região, principalmente para servir de "base" para explorar o Tayrona e a Sierra Nevada. 

Algo bem similar ao que aconteceu com algumas cidades brasileiras, como Morro de São Paulo e Trancoso, na Bahia e Jericoacoara e Canoa Quebrada no Ceará. E, tal qual essas cidades, Taganga é conhecida por sua vida noturna agitada!





COMO CHEGAR

Taganga está a apenas uns 20 minutos de táxi a partir de Santa Marta. O custo é fixo: $15.000 pesos pela corrida.

O QUE FAZER

Descansar na praia, relaxar, tomar uma bebida em um dos bares da orla... Ou seja, Taganga é daqueles lugares para não se "fazer nada". 

Como já comentei neste post, é possível pegar um barco de Taganga para o Tayrona ou, ainda, para a Playa Blanca, considerada a mais bonita da vila. 


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Parque Tayrona e Playa Cristal: Natureza intocável

21:26 0
Por Julie Ana Speedy

Quando a gente estava montando o roteiro de viagem pela Colômbia, conversamos com um casal de amigos que é colombiano e pedimos sugestão do que fazer em uma semana no país, já considerando que Cartagena seria uma parada "obrigatória" (embarque do nosso cruzeiro). 

Foi aí então que eles sugeriram umas noites em Santa Marta, para visitar o Parque Tayrona. O parque é considerado um dos locais mais bonitos da Colômbia, e com as melhores praias do país! Apesar de ser um dos principais destinos do país, (ainda) é bem desconhecido dos brasileiros. 

São 12 mil hectares (ou 120km2) de área de preservação ambiental. Vegetação nativa, fauna, flora e praias praticamente intactas. Ou seja, um paraíso!

O QUE VISITAR

O parque possui 3 entradas: Mamatoco, Calabazo e El Zaino, sendo essa última a entrada principal. 

A princípio a gente ia conhecer o setor com acesso por El Zaino. Mas, além de ser o mais distante de Santa Marta, para chegar às praias por essa entrada é preciso no mínimo 2 horas de caminhada (e depois outras 2 horas para voltar)! Como estava grávida, preferi não arriscar.

Então, escolhemos visitar a Playa Cristal, considerada uma das mais (senão a mais) bonita do parque, com acesso pela entrada Mamatoco (mais detalhes abaixo).  






COMO CHEGAR E QUANTO CUSTA

O hotel nos ofereceu fazer um passeio com um taxista conhecido, que além de nos levar até a praia, serviria de guia. O preço foi $200.000 pesos (cerca de R$ 240) para nós dois (esse preço podia ser dividido para até 4 pessoas). 

A princípio achamos meio caro, mas consultamos em algumas agências e eles cobravam o mesmo, para duas pessoas, mas indo de ônibus em um grupo grande. A única forma de sair mais barato seria combinando com um taxista "desconhecido", mas decidimos que não seria muito confiável...

Enfim, agendamos o passeio com o hotel. O taxista nos levou até a entrada do parque, cerca de 30 minutos de Santa Marta, onde tivemos que pagar mais $37.500 (cerca de R$45,00) cada um pela entrada ao parque. Daí, foram mais uma hora por uma estrada de terra (com péssima sinalização e condições, por sinal), também de carro, mas com várias paradas em mirantes para fotos e mais uma ótima explicação do taxista, que conhecia muito da região. Além da paisagem super interessante e bonita da região: vegetação nativa super seca, com predomínio de cactos e árvores com troncos retorcidos e sem folhas, tudo bem marrom, contrastando com o azul do mar do Caribe!

Chegamos então até a Baía de Neguanje, onde o taxista deixou o carro estacionado e nos acompanhou na lancha que leva os turistas até a Playa Cristal. A travessia dura menos de 10 minutos e é super tranquila.

Obs.: Também é possível chegar à Playa Cristal a partir de Taganga, em lanchas rápidas. Mas todos os comentários que eu li eram de que a viagem era um tormento, 50 minutos em mar agitado, com a lancha pulando. Então, nem cogitei a ideia...






A PLAYA CRISTAL 

Logo na chegada à praia, já pensei: nossa, que paraíso! Água super transparente (a visibilidade chega a mais de 10 metros em alguns pontos), praia super vazia (fomos o primeiro grupo a chegar, à tarde havia no máximo 40 pessoas em toda a praia), água quentinha e de lindos tons de azuis! Além da vegetação super exótica que comentei anteriormente, com cactos e árvores secas. 

Mas o que mais me impressionou realmente foram os recifes de corais! A praia é cheia de recifes, que na maioria das vezes, estão a apenas um metro (ou menos) de distância da areia. Ou seja, dá pra ver os peixes mesmo do rasinho! Nem precisa de snorkel! E é cada "peixão" lindo, de várias cores (azul-escuro, laranja), peixe-tigre, uma beleza só!

A praia quase não tem infraestrutura e é super preservada. São apenas 2 barracas que, na hora do almoço, servem peixe fresquinho (assim que a gente chega na praia eles mostram os peixes crus e o turista escolhe, caso queira almoçar por lá). A comida, ao contrário do que eu tinha lido, é muito bem servida, super fresquinha e saborosa! Nós dividimos o prato "individual" e ainda sobrou comida. Vem com sopa de entrada, arroz con coco, peixe e patacones. Tudo por $30.000 pesos - cerca de R$35,00  (dá pra dividir para até 2 pessoas). 

Depois do almoço, descansamos um pouco e, na hora combinada, a lancha nos levou de volta à baía (junto com o nosso taxista-guia). Optamos por sair um pouco mais cedo (às 14hs), porque queríamos passar em Taganga. No início rolou um pouco de stress com o taxista (por sair mais cedo e ter que passar em Taganga), mas no final deu tudo certo. 

O passeio começa às 8hs (hora que o taxista nos pegou no hotel) e vai até por volta das 17-18hs (horário habitual de retorno à Cartagena). No final, são umas 6 horas na Playa Cristal - tempo mais que suficiente pra curtir muito! Nós ficamos por 4 horas e já foi ótimo!









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Onde se hospedar em Cartagena - Hotel 3 Banderas

18:00 0
Por Julie Ana Speedy

Em Cartagena, não tem muito o que inventar com relação à localização do hotel. Ficar hospedado no Centro Histórico é essencial para entrar no clima da cidade e aproveitar ainda mais a vida noturna. 

Ok, as ofertas de hotéis na cidade amuralhada - apesar de serem muitas! - são ligeiramente mais caras que fora do centro. Mas vale muito a pena! E ainda, ficando no Centro, os custos com táxi e deslocamentos diminui muito (imagina ter que pegar táxi todos os dias, até mais de uma vez por dia, para visitar os pontos turísticos e ir jantar?).  

Por isso, eu desconsiderei a ideia de ficar hospedada em Bocagrande (confesso que até cheguei a pensar num primeiro momento). 

Uma área que está crescendo para o turismo - o bairro de Getsemaní, nos arredores da cidade amuralhada - também tem muitas ofertas de hotéis, com preços mais em conta que dentro das muralhas e, dependendo do hotel, não tão distante do centro (dá pra ir caminhando). Mas o bairro não tem o mesmo charme e infraestrutura da cidade amuralhada. 

Depois de pesquisar muito e considerar os pós e contras, optamos por nos hospedar no Hotel 3 Banderas. E posso já adiantar que foi uma decisão acertada, pois o custo-benefício do hotel é ótimo!



Primeiro, a tão comentada localização: dentro da cidade amuralhada, pertinho da Praça de San Diego. Isso nos possibilitou ir a pé para todos os jantares/restaurantes e para praticamente todos os pontos turísticos (exceto o Castillo de San Felipe, que fica meio longe de tudo). 

Além disso, as instalações do hotel são bacaninhas - apesar de nada super moderno e luxuoso, pois o estilo é mais pousadinha e econômico. Mas tudo muito limpo e organizado, quarto espaçoso com cama de casal confortável, TV de LCD, banheiro com uma ducha m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a e água quente (item quase de luxo nos hotéis econômicos de Cartagena).

O ponto negativo do hotel é o café-da-manhã, "a la carte" (frutas + arepas + ovos mexidos), bem diferente do que nós brasileiros estamos acostumados. No bufê tem apenas café, leite, sucrilhos, pão de forma e manteiga. Eu confesso que levei até um susto quando acordei na primeira manhã para tomar café! Mas depois me acostumei, a comida é bem gostosinha e descobri que é costume nos hotéis de lá ter um café mais simples.

A rua do hotel
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Roteiro de 3 dias em Cartagena

19:30 0
Apesar de Cartagena não ser daquelas cidades onde os "roteiros super prontos" são a fórmula "ideal", é bom ter algumas idéias de pontos interessantes de se conhecer na cidade. 

O centro histórico é super compacto e dá pra se ter uma ideia do local em apenas um dia. Ressaltando: apenas ideia, porque não dá pra conhecer uma cidade, sua cultura, etc., qualquer que seja seu tamanho em apenas alguns dias. 

A principal dica para o roteiro em Cartagena é: Explore! Caminhe, ande, descubra... A beleza de Cartagena está em cada prédio antigo, suas ruas, as carruagens passando... Esqueça essa história de querer ficar "batendo cartão" nos pontos turísticos, tipo, "tenho que ver todas as igrejas, monumentos, museus, e etc.". Foi o que fizemos e acho que deu super certo (no final das contas, acabamos "topando" com os locais mais interessantes mesmo). 

Ah, só tenha cuidado para não se afastar muito da cidade amuralhada e acabar andando por lugar estranho no meio da noite (de dia parece não ter muito problema). Comentei um pouco mais sobre dicas de segurança neste post aqui

DIA 1 - EXPLORAR O CENTRO HISTÓRICO

Caminhe pela cidade amuralhada. Os principais pontos do Centro são: 

- Torre del Reloj; 

- Igreja de San Pedro Cláver (e a Praça com as esculturas de ferro!); 

- Catedral; 

- Praça de San Diego e entorno;

- Igreja e Praça de Santo Domingo













- Vista do Hotel Monterrey em Getsemaní. Essa é uma SUPER DICA que descobrimos na nossa viagem por Cartagena, explorando as ruas (por isso falo que é bom explorar). Não vi essa dica em nenhum outro roteiro. O hotel Monterrey fica bem em frente à Torre del Reloj, do lado de fora da muralha. Lá em cima tem um café com uma vista incrível da Ciudad Amurallada. É só pedir na recepção pra subir.




Depois do almoço, quem ficar cansado de andar pode aproveitar os passeios de carruagem. Os pontos de partida são a Plaza de los Coches, ao lado da Torre del Reloj; e a Plaza de San Diego. As carruagens "funcionam" tanto de dia quanto de noite. Não esqueça de combinar o preço, mas, geralmente o custo é de $40.000 pesos pelo percurso curto (20 min), para até 4 pessoas.

No final da tarde não perca o pôr do sol visto das muralhas da cidade (sim, a muralha é bem larga, dá pra subir e andar por cima). Há a opção de ficar só assistindo de um ponto qualquer ou, então, ir até o Café del Mar, um barzinho em cima da muralha. Os preços são super inflacionados, mas vale a pena. O legal é chegar por volta de 16 - 16h30 pra conseguir pegar uma mesa bem localizada.




Para o jantar, sugiro os arredores da Plaza Santo Domingo. Acho que é a área noturna mais "viva" da cidade. E são várias opções de restaurantes! Na pracinha mesmo, tem muitas pizzarias (os atendentes quase saem no tapa por clientes), mas nas ruas ao redor tem vários restaurantes de comidas típicas, cozinha internacional e alguns super badaladinhos, como o peruano La Perla. 

DIA 2 - CONHECENDO A HISTÓRIA!

Quem está programando uma viagem para Cartagena tem que colocar uma coisa na cabeça: Essa não é uma cidade de praia! Apesar de estar no litoral, banhada pelo mar do Caribe (e ser "vendida" como destino caribenho de praia), as praias centrais de Cartagena não são boas para banho!!! Ok, não são horríveis, mas também não são aquele mar azul ou verde-Caribe, praias de areia branca, nem nada.

Então, o bom mesmo de se fazer em Cartagena é explorar as ruas da cidade e conhecer um pouco mais da sua história (que é riquíssima) através dos museus. 

Para começar o dia, vá ao pequenino Museu do Ouro da cidade (a maioria das principais cidades colombianas tem um). Além das peças em exposição, o objetivo é entender um pouco da cultura dos povos nativos e a história pré-colonização.


Em seguida, visite o Museu Naval, para conhecer um pouco mais, não apenas da história marítima, mas de toda a história de Cartagena (intimamente ligada ao comércio e navegações), que foi o principal porto na América Latina e uma das principais cidades da América Espanhola. Alvo constante de ataque de piratas, a cidade passou por muitos altos e baixos, destruições, reforços na segurança (daí a construção da muralha, dos fortes e outras obras). Apenas um comentário: o museu é ótimo (pelo menos pra quem tem paciência e gosta de ler), mas é todo em espanhol. Dá pra entender, há vídeos e maquetes, mas caso se sinta muito desconfortável com a língua, é melhor reconsiderar a visita.



E o famoso Castillo San Felipe de Barajas? Bem, apesar de ser uma importante parte da história da cidade, o Castelo (que é na verdade um forte) é bem decepcionante. E o valor do ingresso é bem absurdo para o que a atração oferece.



Outro museu conhecido da cidade é o Museu da Inquisição, na mesma praça do Museu do Ouro. Este nós escolhemos não visitar, dado as péssimas revisões que lemos a respeito (diga-se de passagem, muitas diziam que o museu era bem fake). E o valor do ingresso é o mais caro dessa lista!

Observação: A qualidade dos museus, de um modo geral, está bem aquém da riquíssima história cultural de Cartagena. Em termos de instalações, manutenção, etc., eles deixam bem a desejar. Mas, mesmo assim, acho que vale muito a pena pra quem se interessa em conhecer um pouco mais a fundo os lugares onde visita, e não apenas em tirar "selfies" em frente a atrações, praias, etc...

Depois desse dia bem cultural, aproveite a noite de Cartagena caindo na salsa no Bar Donde Fidel, ao lado da Torre del Reloj. O lugar é simples, mas bem autêntico e local. Ah, como tudo que é bom, tem também um lado (bem) negativo: muitas prostitutas aguardando por clientes!

DIA 3 - AH, O CARIBE... ESCOLHA SUA ILHA!


Ah, tá, Cartagena pode não ter praias bonitas, mas se você está morrendo de vontade de ir à praia e essa é a sua única oportunidade de conhecer o Caribe, ainda há uma solução! E ela atende pelo nome de Arquipélago do Rosário! O arquipélago é o principal "day trip" de Cartagena, a cerca de 1 hora de lancha rápida da cidade.

Como a maioria das ilhas do arquipélago são particulares (leia-se resorts), para ir até lá é necessário agendar o passeio com uma agência (o próprio hotel/pousada deve oferecer). Eles te buscam e deixam no hotel.

Os passeios geralmente duram 6 horas (09hs-15hs) e o preço médio é de $120.000 pesos por pessoa (algo em torno de R$140). As principais ilhas são: Isla del Pirata, Isla del Encanto, Isla del Sol. 
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