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Visitando o Canal do Panamá

17:13 0
A nossa última parada do cruzeiro foi o Panamá. Assim como a maioria dos passageiros do navio que estavam visitando o país como “day trip”, também decidimos que a prioridade era fazer compras – ainda mais considerando que eu estava grávida e queria aproveitar os ótimos preços do Panamá e comprar um pouco do enxoval pro bebê.

Porém, pessoalmente, acho um super “desperdício” gastar todo o tempo disponível em um local só dentro de um shopping/outlet, etc. Então, além de uma tarde de compras, incluímos o Canal do Panamá no nosso roteiro de um dia, a principal atração do país.




Considerando as “atrações” do nosso roteiro e a distância entre elas e o Porto (e o custo/dificuldades de deslocamento), nessa parada optamos por fazer uma excursão do navio. O nosso cruzeiro ancorou no porto de Colón, cidade no mar do Caribe, bem ao lado de um dos setores de visitantes do Canal do Panamá (Gatún), mas longe dos shoppings na Cidade do Panamá, que fica do outro lado do istmo – no Oceano Pacífico. Cerca de 100km separam as duas cidades.

Como comentei, visitamos as Eclusas de Gatún, do lado do Mar do Caribe. O Canal do Panamá possui 3 eclusas: Miraflores e Pedro Miguel, do lado do Pacífico e Gatún, do lado do Caribe. Apesar de Miraflores ser a mais visitada, devido à proximidade com a Cidade do Panamá, Gatún é considerado o melhor centro de visitantes, já que oferece vistas melhores e mais próximas do canal e é a única com 3 sistemas de barragens. Se é verdade ou não eu não sei, só sei que a visita foi muito interessante e valeu muito à pena!

Eu já tinha até visto uma eclusa em funcionamento antes – no passeio de mini cruzeiro pelo Douro, no Porto – mas nada se compara à grandiosidade do Canal do Panamá, considerada uma das 10 maiores obras de Engenharia do mundo.

COMO CHEGAR

A eclusa de Gatún é a que fica mais próxima ao Porto de Colón (cerca de uns 15 minutos do Porto).

1. Excursão do Cruzeiro: Foi a nossa opção ($77 dólares por pessoa), já incluído o passeio até a Cidade do Panamá e a entrada no Centro de Visitantes de Gatún.

2. De táxi: A partir do Porto de Colón, para quem vai apenas à Gatún ou irá combinar uma visita à Zona Franca. 

3. E se você estiver na Cidade do Panamá... : Para quem vem da capital, e não do Porto de Colón, a melhor opção, pela proximidade, é visitar o centro de visitantes de Miraflores, já que Gatún está há 1 hora de distância. Aí vale “contratar” um taxista e fazer um passeio pela cidade (US$ 150,00 para até duas pessoas, com a equipe do taxista brasileiro Riolando - riolando.fajardo@yahoo.com)

QUANTO CUSTA
A entrada ao centro de visitantes de Gatún custa $7 dólares por pessoa.

A VISITA
Em menos de uma hora dá pra conhecer o centro de visitantes e, o principal: ver o funcionamento das eclusas durante a passagem dos navios.

Programe-se para visitar o Canal de manhã cedo (chegando por volta de 9hs-10hs), pois é, em geral, o horário que a maioria dos navios atravessa as eclusas. Então a chance de ver o Canal em funcionamento é muito maior!

Chegamos por volta de 10hs e conseguimos assistir à passagem completa de um navio, que dura em torno de 40 minutos. Dá pra ver perfeitamente a aproximação do navio, o momento em que é “amarrado” e a transferência de água entre as eclusas realizada, “nivelando” a água para a passagem do navio. As fotos abaixo dão uma ideia de como é o processo! 

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Demos sorte de ter conseguido um lugar na frente no deck de observação, pois havia uma visita escolar (além dos passageiros do navio) e o centro de visitantes estava lotado!

Além de ver a passagem do navio, o visitante também tem a oportunidade de conhecer um pouco da história de construção do canal: a primeira (e fracassada) tentativa, dos franceses; as dificuldades de construção – clima, doenças (em especial a febre amarela) que mataram milhares de trabalhadores; a difícil geologia do local e a solução adotada – eclusas, “elevadores” que abaixam e elevam o nível da água.

O canal foi construído e operado durante 85 anos pelos Estados Unidos. Atualmente, estão em andamento obras de ampliação pelo Panamá, que devem estar concluídos até o próximo ano, pelo Panamá, que é o atual administrador.

A obra, que completa 100 anos desde a sua inauguração, em 15/08/1914 é uma das maiores obras de Engenharia da História e de grande importância comercial, já que cerca de 6% de todos as rotas comerciais marítimas passam por ele (!), diminuindo muito os custos desse tipo de transporte.
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Dushi, Curaçao!

21:34 0
Por Julie Ana Speedy

Foi unanimidade no navio. No final do cruzeiro, todas as pessoas com quem conversamos tiveram a mesma opinião: Curaçao tinha sido a melhor parada! Pena essa ter sido justamente a parada mais breve. Foram apenas 7 horas na ilha (9hs-16hs), mas foi o suficiente para ter um gostinho desse destino meio europeu/meio caribenho!


Talvez seja isso o que encanta tanto os visitantes. Colônia da Holanda, a ilha parece ser um pedaço da Europa no Caribe, juntando um pouco do que os dois destinos tem a oferecer: a belíssima arquitetura holandesa com as praias paradisíacas do Caribe.

Essa parada também foi a que achamos mais fácil de ser feita por conta própria. Abaixo o passo-a-passo a pé para o centro histórico, sem excursão. Muito tranquilo e fácil!

Logo na saída do navio/píer, chega-se a um caminho tipo um “calçadão” em meio a um jardim (muito bonito e agradável), cheio de placas informativas sobre a história da ilha. No final da caminhada (que é bem rapidinho, não dura nem 5 minutos), logo à direita, está o Rif Fort, uma das principais atrações da ilha. Construído como um Forte para proteger a Baía de ataques de navios, hoje é um dos principais centros de lazer de Curaçao, com muitos bares e restaurantes. O local só funciona na parte da tarde (quando passamos pela manhã, estava fechado), então vale a pena “reservar” um tempinho antes de voltar ao navio para ver melhor o lugar.



Continuando a caminhada, logo na saída do Rif Fort é hora de atravessar para o outro lado da ilha, passando de Otrobanda para Punda, onde está o Centro Histórico. Para atravessar, há duas formas: A ponte de pedestres, chamada “Queen Emma Bridge”, ou as balsas, usadas quando a ponte tem que ser deslocada para a passagem de navios, o que é muito comum, já que Curaçao é um dos principais portos do Caribe, recebendo não apenas cruzeiros mas muitos navios de carga. Nós acabamos usando as duas maneiras: na ida, a balsa e na volta a famosa ponte.




Daí, é só aproveitar a lindíssima Punda (em especial a Rua Handelskade, que fica à beira do canal), com suas coloridas casas de arquitetura holandesa, barzinhos à beira do canal, gente sorridente e o clima do Caribe! Andamos bastante no centrinho (que aliás tem algumas boas lojas para compras, incluindo Victoria Secret´s e MAC) e aproveitamos para tirar as famosas fotos nos letreiros “Curaçao” e “Dushi”. Aliás, essa palavra – “Dushi”- que está por todo o lado e significa “legal, bom” é “a cara” da ilha.








Também passamos no Floating Market, um dos pontos turísticos mais conhecidos da ilha, mas que particularmente, achei muito sem graça. O famoso mercado flutuante são alguns poucos barcos ancorados que montam suas barraquinhas com frutas, peixes e etc. na orla do canal. Pequeno e sem graça, na minha opinião.


Depois de pouco menos de 2 horas perambulando pelo centrinho e tendo feito uma pausa para cafezinho/cerveja, decidimos que era hora de ir pra praia! Perguntamos no barzinho onde pegar um taxista, mas o garçom (que aliás, era holandês), sugeriu que pegássemos uma van/ônibus – mais barato e tão rápido quanto o táxi. E assim fomos nós, rumo à praia do Sea Aquarium. Apesar de saber que haviam outras praias mais bonitas na ilha, essa era a mais próxima do centro, e portanto, mais conveniente para a nossa rápida estadia de “parada de cruzeiro”.









Mas amigo... Difícil imaginar praia mais bonita que aquela! Simplesmente, paraíso!!!! Águas cristalinas e bem azuis (ao contrario de Palm Beach, em Aruba – onde eram mais esverdeadas), mar caminho e areia branquinha. Ok, tenho que confessar. A praia é artificial (ou seja, parte do mar foi aterrado e em cima colocaram areia). Mas, e alguém se importa? O Aterro do Flamengo no Rio deixaria de ser aquele bonito parque por ser aterro? E, no final das contas, grande parte das praias de Curaçao é artificial.


Ah, e outra coisa! A praia é paga, para quem não está hospedado nos hotéis! Acho que foi cerca de $10 dólares por pessoa, mas dá direito a utilizar uma espreguiçadeira. Outro ponto de Curaçao: maioria das praias é paga.

A estrutura é maravilhosa! No fundo da (pequena) faixa de areia, estão os hotéis, quiosques/bares e um shopping(!) (não, vc não leu errado). No shopping tem banheiros (gratuitos), então é tudo bem confortável.

Aproveitamos muito a praia, nadamos, mergulhamos, descansamos e almoçamos um super hambúrguer em um dos quiosques.

Depois de algumas horas aproveitando a praia, pegamos a van de volta para o centro histórico. Nessa hora, é bom ficar atento ao tempo, para quem está visitando a ilha em uma parada de cruzeiro. Apesar de ser super rápido para o centro (menos de 20 minutos), as vans demoram um pouco a passar (acho que ficamos uns 15 minutos esperando – e no meio tempo decidindo se pegaríamos um táxi ou não). Ah, as vans cobram $1 dólar por pessoa e os táxis entre $10 e $15 dólares pela corrida (não tem taxímetro, o preço é combinado antes).

No final, ainda deu tempo de passar uma meia horinha aproveitando a vista em um café no Waterfront, antes de dar continuidade ao nosso cruzeiro. 






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Aruba: One happy island!

20:14 0

A simpática ilha de Aruba foi a nossa primeira parada no cruzeiro pelo Caribe.



Tínhamos praticamente o dia inteiro disponível para explorar a ilha (7 às 20hs) e fizemos o planejamento pensando em conhecer os principais pontos do país: a praia de Palm Beach e a capital Oranjestad.

Como tinha pesquisado anteriormente sobre as atrações, preços e como chegar, resolvemos que o custo benefício de conhecer a ilha por conta própria seria melhor do que contratar qualquer excursão do navio. Na verdade, sempre tenho preferência por fazer passeios por conta própria, geralmente é mais econômico e sempre dá mais liberdade de fazer o que quiser e ficar por quanto tempo quiser.

Saímos do navio e procuramos o ponto de táxi, ainda dentro do Porto. Acabamos desistindo, já que o taxista queria insistir em um valor diferente do tabelado (a tabela estava ao lado dele!) com a justificativa de ser feriado. O valor do táxi para Palm Beach deveria ser $13 dólares por corrida.

Então, saímos do porto e tentamos encontrar um táxi nas ruas de Oranjestad. Acabamos parando para pedir informações a uma menina na rua, que nos indicou que a melhor maneira era pegar o ônibus, cujo ponto final era logo atrás de um shopping onde a gente estava (adoro quando as pessoas são sinceras e prestativas! Aliás, o povo de Aruba é bem assim, e todos falam inglês e/ou espanhol muito bem!).

Enfim, compramos a passagem (já de ida e volta) na bilheteria, recebemos um cartão para o ônibus (estilo Rio Card no Rio ouOyster em Londres), embarcamos e em menos de 20 minutos estávamos em Palm Beach!

De cara, a praia já impressiona: muito luxuosa (os hotéis são maravilhosos, em especial o Renaissance!), ótima infraestrutura com barracas e cadeiras, praia de areias brancas e mar verdinho, sem ondas... Um paraíso!





Alugamos umas cadeiras de praia (que acabaram saindo de graça por causa da consumação!), tomamos umas bebidas (meu marido tomou a cerveja local, Balashi!) e ficamos a manhã inteira aproveitando a praia :)



Para o almoço, escolhemos um dos restaurantes da orla. O serviço é “padrão americano” (até porque Aruba recebe tantos turistas deste país que é “feita” para eles): ótimo atendimento, comida deliciosa e apresentação impecável. Além de servirem água de graça! (Economizamos na bebida...).

No início da tarde, caminhamos um pouco na praia e voltamos para Oranjestad, pegamos o ônibus na mesma rua que descemos. Até pensamos em fazer um passeio de escuna para snorkel / mergulho (que eu confesso que me arrependo de não ter ido). São várias agências oferecendo o passeio em 2 horários: 9hs e 13hs. 

As lojas já estavam abertas em Oranjestad, aproveitamos para fazer umas comprinhas, visitamos o Royal Plaza (aquele shopping cor-de-rosa logo em frente ao Porto!) e mais algumas lojinhas e voltamos ao navio pouco antes das 16hs (ou seja, com bastante tempo de sobra!).






Enfim, adoramos Aruba e a experiência da primeira parada no navio. Deu pra aproveitar bastante da ilha, e mesmo se tivesse feito o passeio da scuna ainda teria sido tranquilo!




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Minca: Refúgio rústico na Sierra Nevada

21:25 0

Por Julie Ana Speedy

É bem verdade que 99,9% dos turistas que visitam/se hospedam em Santa Marta tem um objetivo em mente: conhecer o Parque Tayrona (já falei desse lugar incrível neste post). 

Porém, nos arredores da cidade ainda tem outros passeios interessantes, em particular a Sierra Nevada de Santa Marta, maior cadeia montanhosa à beira mar do mundo. A Sierra alcança mais de 5700 metros de altitude, a apenas 42km do mar. Na Sierra, os passeios mais tradicionais são a Cidade Perdida, que é uma trilha de 5 dias, ou Minca, um "bate-e-volta" a partir de Santa Marta. 

Particularmente, eu não tinha nem ouvido falar em Minca, apesar de ter pesquisado muito antes da viagem. Eu estava incluída naquela maioria esmagadora de turistas que só pensavam em Santa Marta como acesso para o Tayrona e Taganga

Mas quando perguntamos no hotel sobre passeios na região, e eles nos indicaram Minca (além do Tayrona, é claro), achei que seria uma ótima oportunidade para ir a um local tranquilo, mais fresquinho, e dar um "break" no dia-a-dia de praia e piscina que a gente estava tendo desde o início da viagem (chegamos em Santa Marta depois de um cruzeiro no Caribe). Pela descrição, eu imaginava o local como a região de Nova Friburgo, na Serra do Rio de Janeiro. 

Mas eu estava completamente enganada! Foi um choque quando chegamos na "cidade" (se é que podemos chamá-la de cidade...).





COMO CHEGAR

Primeiro, para economizar, resolvemos combinar um preço com um taxista na rua em vez de contratar o taxista do hotel. Então, pagamos $30.000 pesos para o taxista nos levar até Minca, a uns 45 minutos de Santa Marta. Ele nos deixou e... foi embora, claro. 

Quando descemos e olhamos ao redor, ficamos super assustados com a situação! A cidadezinha não passava de duas ruas de terra, com uma igrejinha, dois ou três bares/restaurantes e um hotel. Sério. E o pior! Não vimos nenhum táxi/ônibus/van que pudesse nos levar de volta para à "civilização". Na hora bateu um desespero!!! 

Mas, depois de respirar fundo e nos acalmar, vimos um quiosque de informações turísticas, onde o atendente nos disse que havia "táxis coletivos" saindo de hora em hora de volta para Santa Marta, além de ter dado um folder com informações e passeios.

O QUE FAZER

Achamos em frente à igrejinha um pequeno restaurante para almoçar e, logo ao lado, uma agência de viagens onde fechamos um passeio para a Finca Victoria (fazenda de café) e a cachoeira Pozo Azul, por $50.000 para duas pessoas.

Fomos em um jipe e o guia-motorista era super gente boa, do local mesmo. Ele nos informou que Minca estava começando a entrar no circuito turístico, por causa do grande número de mochileiros em Santa Marta e Taganga, mas que era um destino super novo (coisa de 3 ou 4 anos). 

Primeiro, fomos à fazenda, a maior da região, onde aprendemos um pouco sobre o processo de fabricação de café, além de degustar um pouco da bebida. Eu também servi de "intérprete espanhol-inglês", pois a guia da fazenda só falava espanhol e os turistas só falavam inglês! O tour custou $5.000 pesos e durou cerca de 1 hora. 

Depois, o guia nos levou à cachoeira Pozo Azul (entrada gratuita!), onde aproveitamos para nadar e descansar um pouquinho.








VALE A PENA? 

Na nossa opinião, com certeza!!! Valeu muito a pena! Primeiro, para ver alguma coisa "diferente" de praia, praia e mais praia. Depois, foi ótimo reviver os tempos de "mochileiros". O lugar era lindo, as pessoas vivendo de uma forma tão simples... Ver essa realidade nos fez dar ainda mais valor à oportunidade que temos de viajar e conhecer outras culturas, além das nossas vidas e tudo o que construímos. Muito bom sair um pouco da zona de conforto!








VOLTANDO PARA SANTA MARTA

O guia se ofereceu para nos levar de volta à Santa Marta, por $25.000 pesos. Ótimo negócio, já que com o táxi coletivo pagaríamos esse preço para ir espremidos com outras 2 pessoas (além do tempo de espera para o táxi encher).
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